A startup americana StackAI está aumentando a presença no Brasil e mira atender 25% das grandes empresas do país até 2026.
Fundada em 2022 pelos doutores em IA Antoni Rosinol e Bernard Aceituno, ambos formados pelo MIT, a empresa chega ao seu primeiro mercado internacional com uma plataforma no-code para criação de agente
No Brasil, a companhia testa o mercado desde 2025 e mantém conversas com grandes instituições financeiras, enquanto acompanha os primeiros resultados de implementações com clientes iniciais.
À frente dessa expansão está o economista Felipe Giannetti, que vive há oito anos nos Estados Unidos e hoje responde pelo desenvolvimento de mercado tanto no Texas quanto no Brasil.
Segundo o executivo, cerca de 30% das empresas atualmente em negociação com a StackAI já são brasileiras. A meta é transformar esse interesse em contratos recorrentes nos próximos meses, a ponto de justificar a abertura de um escritório local.
O movimento marca a primeira etapa da estratégia internacional da empresa, que até aqui consolidou sua operação nos Estados Unidos com clientes como IBM, HP, MIT, Red Bull e Circle Medical.
Por que o Brasil?
A estratégia da startup é estar onde há muito trabalho operacional e pouca estrutura tecnológica. Por isso, o primeiro passo foi mirar o “miolo” dos Estados Unidos, como o Texas, região com empresas de alto faturamento, mas sem times robustos de software para criar suas próprias soluções de IA.
Na visão de Giannetti, o Brasil compartilha esse perfil. A combinação de alta demanda por automação e carência de mão de obra especializada abre espaço para oportunidades.
É uma aposta ambiciosa. O mesmo déficit de especialistas que freia a digitalização do país também pode virar gargalo na adoção de sistemas mais complexos de IA, caso as empresas não consigam organizar governança e integrações internas. Por enquanto, a Stack AI testa a temperatura para ver se entrará de vez no mercado brasileiro.
Por Laura Pancini via Exame


